Objetivo é identificar quem atua, onde e com que capacidades nas soluções para a crise climática baseadas no Oceano e zona costeira
Bom Dia SC – O Projeto Oceano-Clima: Diagnóstico Nacional das Capacidades da Sociedade Brasileira está realizando um levantamento nacional para identificar quem atua, onde e com que capacidades nas soluções para a crise climática baseadas no Oceano e zona costeira. O objetivo é disponibilizar informações para que possa haver ações conjuntas e potencializá-las.
“O levantamento quer produzir algo que hoje não existe de forma organizada em escala nacional: um retrato das capacidades já instaladas, dos territórios onde elas estão, das lacunas existentes e das possibilidades de articulação e cooperação”, explica a enviada especial para a COP30 e professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Marinez Scherer, uma das idealizadoras do projeto.
“Participar dessa pesquisa é fundamental para os atores que, de uma maneira ou outra, já pensam e trabalham as questões climáticas envolvendo o Oceano e a zona costeira”, acrescenta ela. “Ter diversidade territorial, temática e institucional leva a resultados mais consistentes e, no fim, aumenta a capacidade de implementação de ações assertivas que combatam a crise climática.”
O Oceano
O Oceano é o maior regulador climático do planeta e é fundamental para o combate ao aquecimento global. O ambiente marinho é responsável, entre outros serviços ecossistêmicos, por absorver 90% do calor excedente produzido no mundo e por capturar cerca de 25% do CO2 emitido. No entanto, o oceano tem sido constantemente afetado pelas consequências da crise climática e dos usos e atividades humanas sem planejamento e gestão adequados.
A plataforma

Os resultados do levantamento serão organizados na plataforma digital batizada de Oceano-clima: conectando soluções para o Brasil, na qual organizações da sociedade civil, redes, coletivos, universidades, instituições de pesquisa, empresas, fundações, cooperativas, órgãos públicos, organizações comunitárias, dentre outros atores sociais, podem registrar suas experiências.
A pesquisa pode ser acessada pelo link: https://forms.gle/AYWZ8U2PZyXDJ9qA6
O diagnóstico será feito através de um questionário, por meio do qual esses atores podem explicar suas atuações, como conservação, pesca e aquicultura, turismo costeiro, cultura oceânica, planejamento e gestão, comunidades tradicionais, energia, financiamento, ciência, educação, produção de dados, adaptação, mitigação e outras frentes relacionadas ao Oceano e à zona costeira.
O formulário coleta ainda informações sobre perfil institucional, escala e território de atuação, áreas temáticas, ações climáticas, estrutura, recursos e capacidades institucionais, técnicas, financeiras, de articulação e territoriais. O preenchimento leva em média 15 minutos, e as informações serão organizadas de forma acessível, com gráficos interativos, recortes territoriais e temáticos e sínteses capazes de mostrar onde estão concentradas determinadas capacidades, onde existem lacunas e onde há espaço para maior cooperação.
“Nosso objetivo é transformar uma base extensa de respostas em informação útil para a sociedade, para redes e organizações, empresas, instituições públicas, academia, financiadores e demais atores que atuam nessa agenda”, resume a diretora presidente do Instituto Ambientes em Rede (IAR), Leana Bernardi, que apoia a iniciativa.
Mais visibilidade
A plataforma Mutirão Oceano-Clima tem capacidade de ampliar a visibilidade de projetos que já existem e, ao construir um retrato mais fiel do campo em que atuam, contribui para que possam ser consideradas nas discussões sobre cooperação, financiamento, políticas públicas, estratégias territoriais e novas articulações. Ou seja, o projeto procura conectar informações de diversas ações espalhadas pelo país para fortalecer a integração entre as agendas oceânica e climática e ampliar a articulação entre atores-chave no país.
A ferramenta é uma parceria do Instituto Ambientes em Rede (IAR) com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e conta com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS).
Fonte: Assessoria de Comunicação Instituto Ambientes em Rede (IAR)





















