10/08/2026
ATeG Pecuária de Corte encerra turma com avanços em produtividade e gestão rural
Lideranças entregaram certificados aos participantes

ATeG Pecuária de Corte encerra turma com avanços em produtividade e gestão rural

Encontro promovido pelo Sistema Faesc/Senar e pelo Sindicato Rural de Joaçaba apresentou resultados técnicos e econômicos alcançados pelas propriedades atendidas

Bom Dia SC – O Sistema Faesc/Senar e o Sindicato Rural de Joaçaba promoveram, recentemente, evento que marcou o encerramento de uma turma da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Pecuária de Corte. O encontro, realizado em Joaçaba, reuniu produtores, técnicos e lideranças para a apresentação dos principais resultados obtidos durante o período de acompanhamento das propriedades rurais.

Participaram do evento o presidente do Sindicato Rural de Joaçaba e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Clemerson Argenton Pedrozo; o técnico de campo Kaique M. Trevisan; o supervisor técnico Guilherme Romani de Mello; o supervisor regional Jeam Carlos Palavro; entre outras lideranças.

A apresentação dos resultados foi conduzida pelo técnico de campo Kaique M. Trevisan, responsável pelo acompanhamento das propriedades participantes. A turma reuniu 29 estabelecimentos rurais e um rebanho estimado em 2.176 matrizes, com média de 75 matrizes por propriedade.

Pecuária Regional

ATeG Pecuária de Corte encerra turma com avanços em produtividade e gestão rural
O encontro, realizado em Joaçaba, reuniu produtores, técnicos e lideranças

Mello também ressaltou a consolidação do programa e seus reflexos para a atividade pecuária regional. “O grupo ATeG de Bovinocultura de Corte do Sindicato Rural de Joaçaba consolida-se como um importante exemplo dos resultados proporcionados pela assistência técnica e gerencial do Senar/SC. A cada renovação, o programa fortalece sua atuação na região, contribui para o desenvolvimento sustentável da pecuária de corte e amplia o protagonismo de Joaçaba como uma região tradicional e de grande relevância para o setor”, acrescentou.

Principais Indicadores

Entre os indicadores reprodutivos, a taxa média de concepção aos 30 dias após a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) chegou a 58%, considerando 15 lotes avaliados. A taxa final de prenhez atingiu 83,6%. Segundo os dados apresentados, 75% das propriedades adotaram a IATF como ferramenta de reprodução.

Na safra 2025/2026, foram protocolados 659 ventres. Ao longo do projeto, o total alcançou 1.311 vacas inseminadas. A apresentação também destacou a redução do intervalo entre partos. Com o uso exclusivo de touros, o intervalo médio foi estimado em 18 meses, enquanto a IATF permitiu reduzir esse período para 12 meses.

Outro dado apresentado foi a taxa média de abortos, estimada em 4%. Além dos resultados reprodutivos, o trabalho contemplou a implantação de calendários sanitários, o manejo de pastagens, a seleção genética, a suplementação de bezerros, a melhoria das estruturas de contenção, o controle de carrapatos e o acompanhamento de receitas, despesas, fluxo de caixa e dados zootécnicos.

Na área de pastagens, 28 hectares foram perenizados em 2025 com espécies como Estrela-Africana e braquiária. Também foram coletadas amostras de solo em 84 hectares para orientar a correção e a adubação das áreas. As propriedades receberam recomendações para o ajuste da capacidade de suporte, a distribuição de bebedouros e o aproveitamento de efluentes.

A gestão econômica também ocupou espaço central na apresentação. O custo operacional efetivo médio foi estimado em R$ 1.642 por vaca ao ano, o equivalente a R$ 4,49 por dia. O custo médio por quilo de terneiro ficou em R$ 6,94.

Nas feiras realizadas com a participação do grupo, os animais alcançaram preços superiores à média praticada em Santa Catarina. Os eventos também avançaram em qualidade e passaram a se consolidar como referência para a pecuária de corte na região e no Estado.

Clemerson Argenton Pedrozo destacou que os resultados demonstram o impacto da assistência técnica contínua na organização das propriedades. Segundo ele, o acompanhamento permite ao produtor identificar custos, corrigir falhas, aperfeiçoar o manejo e tomar decisões com segurança. “A ATeG leva conhecimento técnico e ferramentas de gestão para as propriedades. Os indicadores apresentados mostram que o planejamento, o controle dos custos e a adoção de tecnologias contribuem para aumentar a eficiência e a rentabilidade da pecuária de corte”, afirmou.

Fonte: Sistema Faesc/Senar

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