12/06/2026
Tradição à mesa: receitas típicas para celebrar as festas juninas
Tradição à mesa: receitas típicas para celebrar as festas juninas

Tradição à mesa: receitas típicas para celebrar as festas juninas

Receitas tradicionais e histórias cheias de afeto mostram como a gastronomia transforma as festas juninas em momentos de celebração, memória e compartilhamento

Bom Dia SC – As festas juninas carregam muito mais do que bandeirinhas, música e tradição: elas também reúnem sabores que atravessam gerações e despertam lembranças afetivas. Dos pratos salgados às receitas doces, a culinária típica desse período mistura ingredientes simples, criatividade e influências culturais de diferentes regiões do Brasil, tornando-se uma das grandes protagonistas das comemorações.

Para celebrar essa tradição, o chef e docente da área de Gastronomia do Senac Santo Ângelo, Reinaldo Farah, compartilha receitas especiais e curiosidades sobre pratos clássicos das festas juninas. Além do preparo, cada receita traz histórias, origens e elementos que ajudam a explicar por que esses sabores seguem tão presentes nas mesas e nas celebrações desta época do ano.

“Escolhi esses pratos por entender que são clássicos carregados de história e cultura. São receitas consumidas em todo o Brasil, com ingredientes acessíveis, muito sabor e que remetem a uma gastronomia afetiva, cheia de memórias. Isso faz com que continuem sendo alguns dos preparos mais queridos e tradicionais das festas juninas em todo o país”, destaca o chef. Confira:

Canjica Cremosa com Amendoim

Tradição à mesa: receitas típicas para celebrar as festas juninas
Canjica Cremosa com Amendoim

Origem

A canjica tem forte influência indígena e africana. O milho já era amplamente utilizado pelos povos indígenas brasileiros antes da chegada dos portugueses. Depois, africanos escravizados incorporaram leite de coco, açúcar e especiarias ao preparo.

Regiões tradicionais

  • Sudeste do Brasil
  • Sul do Brasil
  • Nordeste (onde é chamada de mungunzá)

Curiosidade

O nome “canjica” vem de línguas africanas trazidas ao Brasil durante o período colonial.

Receita

Ingredientes

  • 500 g de milho para canjica (milho branco)
  • 2 litros de água
  • 1 lata de leite condensado
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 litro de leite
  • 1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
  • Cravo e canela em pau a gosto
  • Canela em pó para polvilhar

Modo de preparo

  1. Lave bem o milho para canjica e deixe de molho em água por pelo menos 8 horas ou de um dia para o outro.
  2. Escorra a água do molho e cozinhe o milho em 2 litros de água na panela de pressão por cerca de 40 minutos após o início da pressão, ou até que esteja macio.
  3. Em uma panela grande, adicione o milho cozido (com a água do cozimento), o leite, o leite condensado, o leite de coco, o cravo e a canela em pau.
  4. Cozinhe em fogo médio, mexendo ocasionalmente, por aproximadamente 20 a 30 minutos, ou até engrossar e ficar cremoso.
  5. Adicione o amendoim torrado e moído, misture bem e cozinhe por mais 5 minutos.
  6. Retire o cravo e a canela em pau. Sirva quente ou frio, polvilhado com canela em pó.

Pamonha Doce

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Pamonha Doce

Origem

A pamonha surgiu com os povos indígenas brasileiros, que já preparavam massas de milho envoltas em folhas muito antes da colonização.

Regiões tradicionais

  • Centro-Oeste
  • Goiás
  • Minas Gerais
  • Interior paulista

Curiosidade

A palavra “pamonha” vem do tupi “pa’muña”, que significa algo “pegajoso”.

Receita

Ingredientes

  • 12 espigas de milho verde com a palha
  • 1 copo de água
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de coco ralado fino
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

  1. Rale as espigas ou corte-as rente ao sabugo e passe no liquidificador, juntamente com a água.
  2. Acrescente o coco, o açúcar e mexa bem.
  3. Coloque a massa na palha de milho e amarre bem.
  4. Em uma panela grande, ferva bem a água e vá colocando as pamonhas uma a uma após a fervura completa da água.
  5. Cozinhe por mais ou menos 40 minutos, retirando as pamonhas com o auxílio de uma escumadeira.
  6. Deixe esfriar em local bem fresco.
  7. Sirva com café e queijo ralado.

Arroz-doce Cremoso

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Arroz-doce Cremoso

Origem

O arroz-doce veio da Europa, especialmente de Portugal, mas sua origem mais antiga remonta ao Oriente Médio e à Ásia, onde receitas com arroz e leite já existiam há muitos séculos.

Regiões tradicionais

  • Sudeste
  • Quermesses do Sul
  • Em celebrações familiares portuguesas

Curiosidade

Os portugueses trouxeram a tradição durante o período colonial.

Receita

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de arroz
  • 2 xícaras (chá) de água
  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 litro de leite
  • Canela em pau a gosto
  • Casca de 1 limão (opcional)

Modo de preparo

1. Cozinhe o arroz na água até ficar macio e a água secar. Não deixe secar completamente, deve ficar um pouco úmido.
2. Adicione o leite, o leite condensado, a canela em pau e a casca de limão.
3. Cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até o arroz absorver o líquido e ficar cremoso.
4. Retire a canela em pau e a casca de limão antes de servir.
5. Sirva quente ou frio, polvilhado com canela em pó a gosto.

Curau de Milho Verde

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Curau de Milho Verde

Origem

O curau possui origem indígena, já que o milho era um alimento central para os povos nativos do Brasil.

Regiões tradicionais

  • Sudeste
  • Interior de São Paulo
  • Minas Gerais

Curiosidade

No Nordeste, receitas semelhantes recebem nomes diferentes e podem ter preparo mais líquido ou mais cremoso.

Receita

Ingredientes

  • 6 espigas de milho duras
  • 1 litro de leite
  • 1 e 1/2 xícaras de açúcar
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

  1. Bata o milho com o leite no liquidificador por alguns minutos. Passe a mistura em uma peneira bem fina.
  2. Coloque a mistura em uma panela junto com o açúcar e a pitada de sal.
  3. Mexa até começar a engrossar. Deixe cozinhar por cerca de 15 minutos em fogo baixo.
  4. Coloque em um refratário e, se preferir, acrescente canela em pó por cima.
  5. Deixe na geladeira.

Pé-de-moleque Tradicional

Tradição à mesa: receitas típicas para celebrar as festas juninas
Pé-de-moleque Tradicional

Origem

O pé-de-moleque surgiu no Brasil colonial, provavelmente a partir da mistura de técnicas portuguesas de caramelização com ingredientes locais como o amendoim.

Regiões tradicionais

  • No Nordeste
  • Em Minas Gerais
  • No interior paulista

Curiosidade

Existe também uma versão pernambucana diferente, feita com massa de mandioca e castanha.

Receita

Ingredientes

  • 500 g de amendoim torrado e sem pele
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de manteiga (opcional)

Modo de preparo

  1. Em uma panela de fundo grosso, coloque o açúcar e a água. Leve ao fogo médio, sem mexer, até formar uma calda em ponto de caramelo claro.
  2. Adicione o amendoim torrado e a manteiga. Mexa rapidamente para envolver todo o amendoim na calda.
  3. Despeje a mistura imediatamente sobre uma superfície untada com manteiga ou forrada com papel manteiga.
  4. Espalhe a massa rapidamente antes que endureça.
  5. Ainda morno, corte em pedaços do tamanho desejado.
  6. Deixe esfriar completamente antes de servir.

Bolo de Milho Cremoso de Liquidificador

Bolo de Milho
Bolo de Milho Cremoso de Liquidificador

Origem

O bolo de milho nasceu da tradição rural brasileira e da forte influência indígena no uso do milho como base alimentar.

Regiões tradicionais

  • No interior do Brasil
  • Em Minas Gerais
  • Goiás
  • Paraná
  • Rio Grande do Sul

Curiosidade

Os bolos juninos eram tradicionalmente preparados em fornos à lenha durante as festas comunitárias.

Receita

Ingredientes

  • 1 lata de milho verde (sem a água)
  • 3 ovos
  • 1/2 xícara (chá) de óleo
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de fubá
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo

  1. No liquidificador, bata o milho verde escorrido, os ovos, o óleo, o açúcar, o fubá e o leite até obter uma massa homogênea.
  2. Por último, adicione o fermento em pó e bata rapidamente, apenas para incorporar.
  3. Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada.
  4. Leve ao forno médio (180°C) preaquecido por aproximadamente 40 a 50 minutos.
  5. Faça o teste do palito: se sair limpo, está pronto.
  6. Deixe esfriar um pouco antes de desenformar e servir.

Fonte: Assessoria de Imprensa Senac

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