Bom Dia SC – Um estudo publicado pela Revista NIPEAS reuniu documentos históricos e relatos orais para explicar a origem do Cemitério Redondo, um dos espaços funerários mais antigos e enigmáticos de Piratuba. Localizado em Linha Serraria, o cemitério chama atenção pelo formato circular em pedras basálticas e por guardar mais de um século de memórias.
A pesquisa, assinada por Ernoi Luiz Matielo e Humberto José da Rocha, analisa o período entre 1887 e 2007 e revela que o local surgiu em uma antiga encruzilhada utilizada por tropeiros entre Marcelino Ramos (RS), Campos Novos (SC) e a região onde se formaria Piratuba. Ali eram sepultados viajantes, tropeiros e moradores vítimas de crimes, acidentes ou exaustão.
Relatos de famílias da comunidade registram episódios marcantes, como o assassinato de Crecencio Vieira, em 1965, e a morte acidental de João Ribeiro, em 1951. O imaginário regional também aparece em histórias como a da cruz de cedro que teria criado raízes e se transformado em árvore — símbolo destruído em um incêndio após vandalismo em 2005.
Entre 2005 e 2007, o cemitério sofreu novos episódios de profanação, incluindo o uso de restos de animais em rituais e a violação de sepulturas. A Polícia Civil abriu investigação, mas ninguém foi identificado.

Cemitério Redondo integra a Rota do Engenho
A revitalização do espaço teve início em 1996 e envolveu moradores, estudantes, o SEBRAE e a EPAGRI. O muro circular de pedras foi reconstruído e elementos originais foram preservados. Hoje, o Cemitério Redondo integra a Rota do Engenho, roteiro de turismo rural de Piratuba.
O estudo conclui que o cemitério é um importante marco da colonização cabocla no Vale do Rio do Peixe e defende seu reconhecimento como patrimônio histórico-cultural.
Fonte: Ascom Prefeitura Municipal de Piratuba





















