11/07/2026
Liderado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o movimento busca consolidar políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra a mulher
Liderado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o movimento busca consolidar políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra a mulher/Foto: Jonilton Lima/Mpor

Protagonismo feminino avança em portos e aeroportos e reforça combate à violência contra a mulher

Iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos ampliam inclusão, liderança feminina e campanhas contra assédio em todo o país

Transformação em setores historicamente masculinos

Bom Dia SC – Os setores portuário e aeroportuário brasileiros, tradicionalmente marcados pela predominância masculina, vivem um momento de transformação estrutural. Liderado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o movimento busca consolidar políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A estratégia adotada pela pasta se apoia em dois pilares principais: o reconhecimento de boas práticas corporativas e a ampliação de campanhas educativas de grande alcance. O objetivo é claro — garantir ambientes mais seguros, inclusivos e igualitários tanto para profissionais quanto para passageiras.

Essa mudança reflete uma tendência global, em que diversidade e inclusão deixam de ser apenas discursos institucionais e passam a integrar metas, indicadores e políticas concretas dentro das organizações.

Portos brasileiros adotam políticas de inclusão e equidade

No setor aquaviário, diversas iniciativas já demonstram resultados práticos. A Autoridade Portuária de Santos, responsável pelo maior porto da América Latina, tornou-se referência ao implementar o Programa de Desenvolvimento de Liderança Feminina. A iniciativa abriu 80 vagas destinadas exclusivamente a mulheres e reforçou políticas internas de combate ao assédio e à discriminação.

No Sul do país, o Porto de Itapoá promoveu campanhas de conscientização durante o “Agosto Lilás”, levando informação sobre violência doméstica e divulgando a Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos legais de proteção às mulheres no Brasil.

Já no Nordeste, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém avançou ao implementar indicadores específicos para monitorar a equidade salarial entre homens e mulheres, além de conquistar o Selo de Equidade de Gênero do governo estadual.

Empresas privadas também têm desempenhado papel fundamental nesse processo. A Ultracargo estabeleceu a meta de garantir pelo menos 35% de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança, enquanto companhias como Cargill e Vports passaram a adotar práticas de transparência salarial e rigor na apuração de denúncias.

Outro destaque é o Porto de Suape, que criou o “Grupo de Trabalho Diversa”, responsável por campanhas contínuas de equidade de gênero e raça ao longo do ano, alinhadas ao calendário nacional de inclusão.

Campanha contra o assédio ganha força nos aeroportos

Se nos portos a transformação ocorre internamente, nos aeroportos o foco se amplia para alcançar milhões de passageiros. Nesse contexto, o Ministério lançou a nova fase da campanha “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”, reforçando o combate à violência contra a mulher em espaços de grande circulação.

A ação foi apresentada no Aeroporto de Congonhas e conta com a parceria da Agência Nacional de Aviação Civil e da Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos.

A campanha utiliza painéis digitais, vídeos educativos e anúncios em áreas estratégicas para conscientizar o público. Além disso, reforça a divulgação de canais de denúncia, como o Ligue 180, ampliando o acesso à informação e incentivando a denúncia de casos de violência.

A proposta vai além da sensibilização: busca criar uma cultura de responsabilidade coletiva, em que todos — passageiros, funcionários e empresas — se tornem agentes ativos na prevenção e no combate ao assédio.

Mudança cultural e impacto social

Mais do que implementar ações pontuais, o avanço dessas políticas representa uma mudança cultural profunda. A presença feminina em cargos de liderança, aliada à igualdade salarial e à criação de ambientes seguros, contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais justa.

Segundo representantes do Ministério, garantir que mulheres ocupem espaços de decisão é essencial para transformar estruturas historicamente desiguais. A ampliação dessas vozes impacta não apenas o ambiente de trabalho, mas também a forma como a sociedade enxerga o papel feminino em setores estratégicos da economia.

Modernização com inclusão: um novo caminho para o Brasil

As iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos demonstram que a modernização da infraestrutura brasileira vai muito além de obras e investimentos. Ela passa, necessariamente, pela valorização das pessoas e pela promoção da igualdade.

Ao integrar políticas de equidade de gênero e combate à violência em sua agenda, o Brasil dá um passo importante rumo a um modelo de desenvolvimento mais inclusivo. Portos e aeroportos deixam de ser apenas pontos de conexão logística para se tornarem também espaços de transformação social.

O avanço do protagonismo feminino nesses setores sinaliza um futuro em que mulheres poderão trabalhar, liderar e viajar com mais segurança, respeito e dignidade — um caminho essencial para um país mais igualitário.

Com informações da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério de Portos e Aeroportos

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