11/07/2026
Maioria dos elefantes usados na indústria do turismo da Tailândia sofrem maus tratos
Maioria dos elefantes usados na indústria do turismo da Tailândia sofrem maus tratos

Maioria dos elefantes usados na indústria do turismo da Tailândia sofrem maus tratos

Proteção Animal Mundial chama a atenção que práticas como passeios e banhos em elefantes escondem uma realidade cruel de animais acorrentados, mal alimentados e sem acesso a cuidados veterinários

Bom Dia SC – Dois em cada três elefantes usados ​​para atividades turísticas na Tailândia sofrem em cativeiro, de acordo com uma nova pesquisa da Proteção Animal Mundial. Segundo o relatório, mais da metade dos elefantes avaliados são mantidos em correntes curtas durante o dia e com poucas oportunidades para interação social espontânea. Outros sofrimentos impostos a esses animais incluem dietas inadequadas que provocam problemas de saúde, condições de vida insalubres, longos períodos em chão de concreto em ambientes barulhentos, rotina de higiene controlada por humanos – contrariando um comportamento natural da espécie – urina e fezes acumuladas ao redor dos abrigos, falta de cuidados veterinários e interações forçadas com turistas, incluindo passeios, banhos e apresentações.

Elefantes da Tailândia sofrem maus tratos

A coordenadora de vida silvestre da Proteção Animal Mundial, Júlia Trevisan, alerta que os danos físicos e psicológicos nos elefantes causados ​​por passeios e espetáculos são graves, principalmente porque são impulsionados por métodos de treinamento severos e condições de vida restritivas que impedem esses animais de expressar comportamentos naturais.

Maioria dos elefantes usados na indústria do turismo da Tailândia sofrem maus tratos
Maioria dos elefantes usados na indústria do turismo da Tailândia sofrem maus tratos

“Na natureza, eles viveriam em grandes manadas, interagindo constantemente uns com os outros e criando laços para a vida toda. Poderiam percorrer longas distâncias e se alimentariam de uma grande variedade de plantas e frutas. Em cativeiro, eles têm poucas oportunidades de interação e recebem uma variedade limitada de alimentos. Somos contra qualquer atividade turística de contato direto envolvendo animais silvestres, a exemplo do elefante, um animal inteligente e que é psicologicamente afetado por tanta crueldade”, enfatiza Júlia.

A organização não- governamental avaliou 236 locais turísticos que abrigam 2.849 elefantes naquele país entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. As conclusões foram publicadas no relatório Bred to Entertain (Criados para Entreter).

Fonte: Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

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