Proteção Animal Mundial chama a atenção que práticas como passeios e banhos em elefantes escondem uma realidade cruel de animais acorrentados, mal alimentados e sem acesso a cuidados veterinários
Bom Dia SC – Dois em cada três elefantes usados para atividades turísticas na Tailândia sofrem em cativeiro, de acordo com uma nova pesquisa da Proteção Animal Mundial. Segundo o relatório, mais da metade dos elefantes avaliados são mantidos em correntes curtas durante o dia e com poucas oportunidades para interação social espontânea. Outros sofrimentos impostos a esses animais incluem dietas inadequadas que provocam problemas de saúde, condições de vida insalubres, longos períodos em chão de concreto em ambientes barulhentos, rotina de higiene controlada por humanos – contrariando um comportamento natural da espécie – urina e fezes acumuladas ao redor dos abrigos, falta de cuidados veterinários e interações forçadas com turistas, incluindo passeios, banhos e apresentações.
Elefantes da Tailândia sofrem maus tratos
A coordenadora de vida silvestre da Proteção Animal Mundial, Júlia Trevisan, alerta que os danos físicos e psicológicos nos elefantes causados por passeios e espetáculos são graves, principalmente porque são impulsionados por métodos de treinamento severos e condições de vida restritivas que impedem esses animais de expressar comportamentos naturais.

“Na natureza, eles viveriam em grandes manadas, interagindo constantemente uns com os outros e criando laços para a vida toda. Poderiam percorrer longas distâncias e se alimentariam de uma grande variedade de plantas e frutas. Em cativeiro, eles têm poucas oportunidades de interação e recebem uma variedade limitada de alimentos. Somos contra qualquer atividade turística de contato direto envolvendo animais silvestres, a exemplo do elefante, um animal inteligente e que é psicologicamente afetado por tanta crueldade”, enfatiza Júlia.
A organização não- governamental avaliou 236 locais turísticos que abrigam 2.849 elefantes naquele país entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. As conclusões foram publicadas no relatório Bred to Entertain (Criados para Entreter).
Fonte: Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)





















