Bom Dia SC – O Instituto Caminho Rio do Peixe, associação civil de direito privado e sem fins lucrativos, trabalha para implementar um dos projetos de turismo sustentável mais ambiciosos do Sul do Brasil: o Caminho Rio do Peixe, um trajeto verde com cerca de 372 quilômetros destinado à caminhada, ciclismo e atividades de lazer ao longo do antigo leito ferroviário que liga o Rio Iguaçu ao Rio Uruguai, acompanhando todo o curso do Rio do Peixe.
Mais que uma obra de infraestrutura, a iniciativa busca resgatar a história regional, conectar comunidades e impulsionar o desenvolvimento econômico em dezenas de municípios do Meio-Oeste e Oeste catarinense.
Caminho, ciclovia ou rota turística? A proposta que integra mobilidade, história e identidade
Embora popularmente comparado a uma ciclovia, o projeto vai além dessa definição. Segundo dirigentes do Instituto, a ideia central é criar um caminho regional multifuncional, que respeite o traçado original da antiga ferrovia e transforme um espaço historicamente abandonado em um eixo turístico estruturado.
“O termo mais adequado é caminho”, segundo a Diretoria do Instituto. “A ciclovia é apenas uma das funções. O Caminho Rio do Peixe carrega história, cultura e identidade. O importante é que ele seja local, ligado às raízes das comunidades que cresceram às margens da ferrovia” fala o engenheiro Sady Zago, eleito como novo Presidente do Instituto.
A proposta segue modelos de sucesso implantados em outros países e regiões, onde trilhas verdes desse porte se tornam polos de desenvolvimento. Experiências semelhantes mostraram impacto direto no surgimento de pousadas, restaurantes, serviços de aluguel de bicicletas, comércio e novos postos de trabalho.
Transformação regional e desenvolvimento sustentável
O Instituto Caminho Rio do Peixe defende que o projeto irá:
Conectar comunidades ao longo de mais de 370 km
Recuperar a memória ferroviária e valorizar a história local
Fortalecer o turismo ecológico, cultural e gastronômico
Estimular novos negócios e gerar emprego
Evitar a degradação de áreas abandonadas da antiga ferrovia
Criar um corredor seguro para ciclistas e caminhantes.
“Onde esse modelo foi implantado, virou fonte de renda e desenvolvimento. Tudo se transforma: surgem pousadas, restaurantes, espaços de lazer, aluguel de bicicletas. O entorno inteiro cresce”, reforça o Presidente.
Papel do Instituto e articulação com governos
O Instituto deixa claro que não executará obras diretamente, mas atuará como principal articulador regional, mobilizando:
Governo do Estado
Governo Federal
Prefeituras
Entidades privadas
Organizações culturais e turísticas
“Não somos concorrentes. Estamos aqui para somar. Se o projeto se efetivar, todos ganham”, afirma o presidente da entidade. A proposta já é discutida com lideranças políticas, com o objetivo de garantir apoio financeiro, legal e institucional para sua implantação. A iniciativa também destaca a importância de valorizar o papel das comunidades no processo:
“Quem deu identidade a essa região foi o próprio povo. Agora é hora de devolver à população um patrimônio que estava abandonado.” destaca Sady.
Resgatando um patrimônio esquecido
Após a desativação da ferrovia, muitos trechos passaram a ser vistos como áreas abandonadas, acumulando problemas urbanos. O Caminho Rio do Peixe pretende transformar esse cenário.
“Várias cidades passaram a ver os trilhos como um estorvo. Agora temos a chance de transformar isso em algo fantástico, um orgulho regional”, destaca o Presidente.
Nova Diretoria
Neste domingo dia 16 de novembro de 2025, na sede da Makhall GastroTurismo, em Pinheiro Preto, foi eleita a nova Diretoria do Instituto Caminhos do Rio do Peixe que ficou assim instituída:

Diretoria Executiva
- Presidente: Sady Zago – Engenheiro civil, Joaçaba (SC)
- Diretor Administrativo: Yuri Piccoli Hentz – Historiador, Iomerê (SC)
- Diretor Financeiro: Élio Miguel Weber – Comerciante, Porto União (SC)
Conselho Fiscal – Titulares:
- Ricardo José Nodari
- Maria da Graça Rebelo
- Ricardo Marcelo Menezes
Suplente:
Julia Luana Guimarães
Conselho Consultivo – Titulares:
- Artur Brandalise Neto
- Guido José Kretschek
- Edson Ziolkowski
- Renato Scopel
- Elza Bauermeister Has de Souza
Suplente:
Evandro Novak
Um projeto que nasce do território e para o território

O Instituto destaca que o Caminho Rio do Peixe só será possível graças à união regional e ao reconhecimento de que a história e a identidade do Meio-Oeste catarinense foram construídas pelas próprias comunidades que habitaram a ferrovia e seu entorno.
“Se cada município apoiar, se o governo Estadual e Federal acreditarem, esse será um dos maiores projetos de turismo sustentável do país” fala Artur Brandalise Neto, idealizador do anteprojeto do Caminho.
O Caminho Rio do Peixe já se consolida como um movimento coletivo que pretende transformar o passado ferroviário em futuro turístico, econômico e cultural para toda a região.
Texto Maely Silva – Bom Dia SC
Coluna: Evandro Novak – Jornalista
Ex-Presidente Nacional da ABRAJET- Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo
Vice-presidente da LIESJHO – Liga das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d’Oeste




















