FACISC alerta para possíveis impactos econômicos e laborais da proposta em análise no Senado
Bom Dia SC – O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Senado Federal preocupa a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) pelos impactos econômicos e sociais que pode gerar, especialmente da forma como o tema vem sendo conduzido.
A FACISC é favorável a iniciativas que contribuam para a melhoria das relações trabalhistas e da qualidade de vida da população, desde que estejam embasadas em análises técnicas consistentes, construídas a partir do diálogo com o setor produtivo e acompanhadas de um prazo adequado para adaptação estrutural. No entanto, a proposta atualmente pronta para votação no Senado prevê a redução de quatro horas da jornada de trabalho a partir de 2027, sem alteração salarial, o que resultará em aumento imediato dos custos para o empresário, sem qualquer contrapartida ou projeção de crescimento das vendas.
Como consequência, a saúde financeira das empresas, sua competitividade e seus processos de internacionalização podem ser significativamente prejudicados. A folha de pagamentos representa um dos principais custos de produção para o empresário. Assim, diante da pressão sobre os custos e de margens cada vez mais apertadas, muitas empresas tendem a repassar esse aumento ao preço final dos produtos e serviços, o que impacta a inflação e reduz o poder de compra da população. Em 2025, o cenário econômico já se mostrou desafiador para diversos setores, que registraram queda significativa na produção, com perspectivas de que esse quadro se mantenha também em 2026.

FACISC demonstra preocupação com PEC da escala 6×1
Além de afetar o consumo das famílias, a redução da jornada de trabalho pode comprometer a dinâmica do mercado formal de trabalho, provocar uma diminuição relevante no número de carteiras assinadas e um avanço ainda maior da pejotização. Esse movimento acarreta perdas de estabilidade financeira e de segurança jurídica para a população.
Em 2025, Santa Catarina registrou 2,6 milhões de carteiras assinadas, o que proporcionou maior segurança financeira à população e impulsionou o consumo de bens e serviços, contribuiu para que o Estado continuasse crescendo acima da média nacional, mesmo em um cenário econômico adverso. Esse desempenho, no entanto, pode ser impactado, considerando que 71% dos empregados formais catarinenses possuem contratos entre 41 e 44 horas semanais — percentual superior à média nacional, que é de 60%.
Diante desse contexto, a FACISC reitera a importância de que eventuais melhorias estruturais para a população sejam construídas a partir de diálogo efetivo com o setor produtivo e de um planejamento técnico aprofundado, de forma a evitar impactos econômicos e sociais negativos e assegurar crescimento, competitividade e sustentabilidade ao desenvolvimento do Estado.
Fonte: Assessoria de Imprensa da FACISC





















