Produção pode chegar a 2,5 milhões de toneladas e confirma importância do cereal para o agronegócio catarinense
Bom Dia SC – Celebrado em 24 de abril, o Dia Internacional do Milho chama a atenção para a relevância de um dos grãos mais cultivados e consumidos no mundo. No Brasil, o milho desempenha papel fundamental na economia, e em Santa Catarina essa importância se intensifica devido à forte presença da cadeia de proteínas animais, especialmente aves e suínos.
Para a safra 2025/2026, as perspectivas são positivas no estado catarinense. A produção total pode alcançar cerca de 2,5 milhões de toneladas, considerando os dois ciclos de cultivo. Somente na primeira safra, a estimativa é de aproximadamente 2,27 milhões de toneladas, indicando estabilidade e crescimento sustentável para o setor.
Safra em Santa Catarina mantém bom desempenho
De acordo com dados da Epagri, a área plantada de milho cresceu cerca de 1,5% nesta temporada. Esse avanço foi impulsionado, principalmente, pelos excelentes resultados obtidos no ciclo anterior, que registrou produtividade recorde no estado.
A expectativa média de produtividade para esta safra gira em torno de 8.735 quilos por hectare — um índice considerado satisfatório pelos especialistas e que reforça a eficiência das lavouras catarinenses. Além disso, a colheita da primeira safra já está em estágio avançado, com cerca de 79% da área colhida até o início de abril.
As condições das lavouras, de modo geral, são positivas. Regiões como o Oeste e o Meio-Oeste de Santa Catarina se destacam pelo bom desenvolvimento das plantações, resultado de fatores como manejo adequado, tecnologia aplicada no campo e condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo principal.
Importância do milho para a cadeia produtiva
O milho é um insumo essencial para a produção de proteína animal, sendo a base da alimentação de aves e suínos — dois dos principais pilares do agronegócio catarinense. Nesse contexto, o cereal assume papel estratégico não apenas na produção agrícola, mas em toda a cadeia econômica do estado.
Santa Catarina consome mais de 8 milhões de toneladas de milho por ano, número muito superior à sua produção interna. Isso faz com que o estado dependa da importação de grãos de outras regiões do Brasil para suprir a demanda, especialmente para manter o ritmo da agroindústria.
Além da nutrição animal, o milho também vem ganhando espaço em novos mercados, como a produção de biocombustíveis. A fabricação de etanol à base do cereal tem crescido no país, ampliando as possibilidades de uso e valorizando ainda mais o grão no cenário econômico nacional.
Desafios climáticos e custos de produção preocupam produtores
Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios importantes. As condições climáticas seguem sendo um dos principais fatores de risco para a produção agrícola. Em março, por exemplo, a estiagem afetou parte da segunda safra em regiões como o Alto Vale do Itajaí, impactando o desenvolvimento das lavouras.
Outro ponto de atenção são os custos de produção, que continuam elevados. Insumos agrícolas, transporte e variações de mercado exigem planejamento estratégico por parte dos produtores, que precisam equilibrar investimentos e produtividade para manter a rentabilidade.
Mesmo diante dessas dificuldades, o milho segue como uma cultura resiliente e indispensável para Santa Catarina. A combinação entre tecnologia, gestão eficiente e demanda aquecida contribui para manter o setor em crescimento.

Perspectivas para o futuro
O cenário para os próximos anos indica que o milho continuará sendo peça-chave no desenvolvimento do agronegócio catarinense. A tendência é de que investimentos em tecnologia, inovação e manejo sustentável ampliem ainda mais a produtividade e a competitividade das lavouras.
Além disso, o fortalecimento de cadeias produtivas integradas — como a de carnes e biocombustíveis — deve manter a demanda elevada, garantindo mercado para os produtores e incentivando a expansão da cultura no estado.
Neste Dia Internacional do Milho, Santa Catarina reafirma seu compromisso com a produção agrícola eficiente e sustentável. Com uma safra promissora e papel estratégico na economia, o milho segue consolidado como um dos grandes motores do agronegócio regional e nacional.





















