11/07/2026
As avaliações incluem a capacidade de filtração da água por algas
As avaliações incluem a capacidade de filtração da água por algas

Biorremediação com algas pode salvar lagos

Pesquisa realizada por estudantes e professores da UFSC aponta que é possível recuperar áreas degradadas usando soluções da própria natureza

Bom Dia SC – O Parque do Córrego Grande, em Florianópolis, tem em seu lago um caso típico de eutrofização. Esse processo impacta na diminuição da biodiversidade do lago, com a perda de espécies. Entretanto, é possível recuperar esse tipo de ecossistema. Nesse sentido, estudantes pesquisadores dos cursos de Oceanografia e Ciências Biológicas junto ao laboratório de Ficologia (LAFIC), da UFSC, estão fazendo diversos experimentos.

As avaliações incluem a capacidade de filtração da água por algas. A pesquisa trata da sucessão biológica e remoção do excesso de nutrientes da água pelas pelas algas.

O modelo utilizado é o sistema denominado Algal Turf Scrubber (ATS) ou Tapete Algal Biofiltrante, que são sistemas de engenharia ecológica que exploram o metabolismo de algas filamentosas aderidas a um substrato para purificar água contaminada.

São constituídos por rampas contendo telas que favorecem a fixação de algas, por onde são bombeadas as águas residuárias contendo poluentes ou contaminantes, retornando em seguida uma água de melhor qualidade ao corpo hídrico por gravidade.

Algas podem salvar lagos em Floripa
Os idealizadores destacam que foi fundamental o envolvimento de muitos estudantes, que sem medir esforços se fizeram presentes em todas as etapas do experimento

Os objetivos da pesquisa são com algas:

(a) Verificar a sucessão natural de algas no ATS e compará-la com a do lago;

(b) Avaliar a capacidade das algas em remover nutrientes poluidores das águas do lago após a maturação.

Para isso, o sistema e o lago foram monitorados semanalmente durante 6 meses quanto à composição e variáveis físico-químicas. Após a maturação do ATS, um experimento de curto prazo foi realizado para testar a capacidade de remoção de nutrientes.

Os resultados mostraram que a composição de algas no ATS é bastante diferente da presente no lago. Algumas algas do lago atuam como precursoras produzindo biofilmes para sua fixação.

Na quinta-feira (14), foram realizadas diversas medições em campo pela equipe, liderada pelo professor Leonardo Rörig e a acadêmica de oceanografia Christine Abreu de Oliveira. Novas amostras foram coletadas, e passarão por análises nos laboratórios da UFSC.

Os idealizadores destacam que foi fundamental o envolvimento de muitos estudantes, que sem medir esforços se fizeram presentes em todas as etapas do experimento. Christine destaca entre eles, os pesquisadores Luana de Azevedo Aimi e Paul Roldan Olarte, doutorandos da UFSC em engenharia sanitária e biotecnologia, respectivamente.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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