26/09/2026
Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar
Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar

Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar

Dúvidas sobre qualidade, conservação, validade e características do azeite ainda fazem parte da rotina dos consumidores; confira o que é mito e o que é verdade na hora da compra

Bom Dia SC – Cada vez mais presente na mesa dos brasileiros, o azeite também desperta interesse quando o assunto é alimentação equilibrada. Ingrediente tradicional da dieta mediterrânea, ele é fonte de gorduras monoinsaturadas, especialmente do ácido oleico, e os azeites virgens e extra virgens também concentram compostos fenólicos, estudados por suas propriedades antioxidantes e por possíveis efeitos sobre a saúde.

“Quando falamos de azeite, estamos falando de um ingrediente que reúne atributos nutricionais e gastronômicos. O ácido oleico e os compostos fenólicos estão entre os componentes que despertam o interesse da ciência, enquanto o aroma, o sabor, o amargor e a picância ajudam a definir a experiência à mesa. Entender essas características é uma forma de fazer escolhas mais conscientes e aproveitar melhor o produto no dia a dia”, afirma Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil.

Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar
Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar

De acordo com Cintya Bassi, coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, o azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, particularmente o ácido oleico (ômega 9), além de conter ômega 6 e ômega 3. “Esses ácidos graxos são benéficos para a saúde cardiovascular, ajudando a melhorar o perfil lipídico, aumentar o colesterol bom (HDL) e reduzir o colesterol ruim (LDL). Além disso, o azeite é repleto de antioxidantes, como o hidroxitirosol, que exerce uma ação protetora no coração e no cérebro. Ele também é uma rica fonte de vitaminas E e K e esteróis vegetais, que auxiliam no controle do colesterol”, afirma a especialista. 

O interesse pelo produto também aparece nos números. Segundo o Conselho Oleícola Internacional (IOC), o Brasil importou 80.768 toneladas de azeite na safra 2024/25, respondendo por cerca de 9% das importações mundiais e 3,1% do consumo global.

Entre outubro de 2025 e março de 2026, as importações brasileiras cresceram 40,5% na comparação com o mesmo período da safra anterior. Com o aumento do consumo e da oferta, também crescem as dúvidas sobre como escolher, utilizar e conservar o azeite.

Confira alguns mitos e verdades sobre o azeite que você precisa saber:

Verdade | O azeite é fonte de gordura monoinsaturada

O ácido oleico é o principal ácido graxo do azeite e está associado a um perfil de gordura considerado favorável dentro de uma alimentação equilibrada.

Verdade | Azeites virgens e extra virgens possuem compostos fenólicos

Os compostos fenólicos estão presentes nos azeites virgens e extra virgens, obtidos diretamente das azeitonas por processos exclusivamente mecânicos. Esses compostos bioativos são estudados por suas propriedades antioxidantes, e sua concentração pode variar de acordo com fatores como a variedade da azeitona, o estágio de maturação e as condições de produção e armazenamento.

Mito | Quanto mais picante, melhor o azeite

Amargor e picância são características sensoriais que podem estar relacionadas à presença de compostos fenólicos, mas não são, isoladamente, indicadores de qualidade.

Verdade | O azeite pode ser usado para cozinhar

O azeite pode ser utilizado em diferentes preparações, incluindo refogados, assados e grelhados. Como outros óleos, não deve ser levado a temperaturas que provoquem fumaça excessiva.

Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar
Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar

Mito | Azeite extra virgem é a única opção que pode fazer parte de uma alimentação equilibrada

A categoria extra virgem apresenta características específicas de qualidade e composição, mas diferentes tipos de azeite podem ser utilizados na alimentação, de acordo com a finalidade e a preferência do consumidor.

Verdade | O azeite combina com muito mais do que saladas

Pode ser utilizado no preparo e na finalização de legumes, verduras, massas, grãos, peixes, carnes, molhos e marinadas, além de algumas sobremesas.

Mito | A cor mais verde significa que o azeite é melhor

A tonalidade pode variar conforme a variedade da azeitona, seu grau de maturação e outros fatores, e não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade.

Verdade | A forma de conservação influencia a qualidade

Luz, calor, oxigênio e tempo podem acelerar a deterioração do azeite; por isso, depois de aberto, o produto deve permanecer bem fechado e protegido da luz e do calor.

Mito | Amargor é sinal de azeite estragado

Em azeites virgens e extra virgens, certo grau de amargor pode ser uma característica sensorial natural e estar relacionado à presença de compostos fenólicos.

Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar
Azeite: 8 mitos e verdades que você precisa conhecer antes de comprar

Além das características sensoriais, pesquisas científicas vêm investigando a relação entre o consumo de azeite e diferentes indicadores de saúde. Uma meta-análise publicada em 2024 pelo European Journal of Preventive Cardiology, que reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes, encontrou associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

“Mais do que saber se um azeite é mais suave ou mais intenso, é importante entender suas características e como elas se relacionam com a forma de consumo. Azeite é um ingrediente versátil, que pode trazer sabor às refeições e fazer parte de uma alimentação equilibrada”, acrescenta Casarin.

No Brasil, onde o mercado segue em expansão, conhecer melhor o produto pode ajudar o consumidor a fazer escolhas de acordo com suas preferências e necessidades, além de aproveitar melhor seus atributos nutricionais e gastronômicos.

Fonte: Filippo Berio

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