Entidades do turismo e órgãos de defesa do consumidor apostam em orientação, diálogo e ações educativas para proteger visitantes e preservar a imagem dos destinos de praia
Bom Dia SC – Nos últimos dias episódios de cobranças consideradas abusivas em praias brasileiras voltaram a ganhar destaque, sobretudo pela rápida disseminação nas redes sociais. Casos envolvendo a imposição de consumo mínimo para uso de cadeiras, mesas ou guarda-sóis acenderam um alerta não apenas para os turistas, mas também para o setor de turismo como um todo, que vê a reputação dos destinos ser diretamente impactada por esse tipo de prática.
Especialistas e entidades representativas do setor reforçam que a legislação brasileira é clara ao proteger o consumidor. O Código de Defesa do Consumidor proíbe a chamada “venda casada”, prática em que um serviço é condicionado à compra obrigatória de outro produto. Nas praias, isso significa que o visitante pode até pagar pelo aluguel de uma cadeira ou mesa, desde que o valor seja informado de forma transparente e sem a exigência de consumo de alimentos ou bebidas.
Para Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), o respeito às regras é essencial para a sustentabilidade do turismo. “A legislação é clara e existe para proteger o consumidor e também quem trabalha corretamente. O comerciante pode cobrar por um serviço, desde que haja transparência, preço justo e informação prévia. O que não pode acontecer é a imposição de consumo obrigatório. Quando essas práticas irregulares ocorrem, o prejuízo vai além do episódio isolado e atinge a imagem de todo o destino. Por isso, defendemos informação, orientação e diálogo permanente como caminhos para evitar conflitos e garantir experiências positivas nas praias brasileiras”, afirma.
Diálogo e informações é a resposta às cobranças abusivas no litoral
O aumento das denúncias levou órgãos de defesa do consumidor e entidades do turismo a intensificarem ações educativas. Iniciativas como cartilhas informativas e campanhas de orientação têm como objetivo esclarecer turistas sobre seus direitos e, ao mesmo tempo, orientar comerciantes e trabalhadores informais sobre o que é permitido pela lei. A aposta é que a informação reduza conflitos e evite situações que possam gerar desgaste para os destinos turísticos.

Outro ponto destacado é a importância da articulação local. Prefeituras, associações comerciais, sindicatos e representantes do setor turístico têm buscado alinhar regras e práticas, criando um ambiente mais organizado e equilibrado. O diálogo contínuo ajuda a estabelecer limites claros, garantindo segurança jurídica para quem trabalha e uma experiência mais positiva para quem visita.
Num cenário em que o consumidor está cada vez mais informado e disposto a expor irregularidades, a prevenção torna-se essencial. Um único episódio mal conduzido pode ganhar proporções nacionais e afetar a imagem de toda uma região. Por isso, a combinação de informação acessível, orientação constante e diálogo entre todas as partes surge como a principal estratégia para preservar os destinos, fortalecer o turismo e assegurar que as praias continuem sendo espaços de lazer, acolhimento e respeito ao consumidor.
Com informações do Brasilturis





















