12/07/2026
Suicídio de adolescentes no Brasil
A cada dez minutos, um adolescente comete algum tipo de autolesão ou tenta tirar a própria vida no Brasil/Foto: Freepik

A cada 10 minutos um adolescente tenta se ferir ou tirar a própria vida no Brasil

A cada ano, cerca de mil adolescentes perdem a vida por suicídio no Brasi

Bom Dia SC – Um novo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, revela que, a cada dez minutos, um adolescente comete algum tipo de autolesão ou tenta tirar a própria vida no Brasil. Apenas nos últimos dois anos, a média chegou a 137 atendimentos diários a jovens entre 10 e 19 anos, número que acende um alerta sobre a saúde mental dessa faixa etária.

Segundo o psiquiatra e docente da Faculdade Zarns, dr. Gustavo Justina, os números refletem uma realidade ainda mais grave do que aparece nos registros. “Existe uma subnotificação, porque muitos adolescentes evitam procurar o psiquiatra, seja por preconceito ou medo de julgamento. Isso faz com que os casos reais sejam muito mais numerosos do que os que chegam ao sistema de saúde”, explica.

Cerca de mil adolescentes perdem a vida por suicídio no Brasil ao ano

Fatores como o uso excessivo de tecnologia, a desestrutura familiar e o consumo de substâncias também contribuem para o aumento de casos/Foto: Internet

O levantamento ainda destacou que a cada ano, cerca de mil adolescentes perdem a vida por suicídio no Brasil. Para Gustavo, fatores como o uso excessivo de tecnologia, a desestrutura familiar e o consumo de substâncias também contribuem para o aumento de casos. “A tecnologia acelera o pensamento, deixa esses adolescentes mais ansiosos e agitados. Além disso, famílias cada vez mais desestruturadas e o uso de drogas ou até de hormônios influenciam diretamente no humor e nas práticas de automutilação”, acrescenta.

Justina também chama a atenção para sinais de alerta que podem ser observados por pais, professores e colegas. “Isolamento repentino, queda abrupta no rendimento escolar e mudanças bruscas de comportamento são red flags que não devem ser ignoradas”, orienta. O psiquiatra ainda reforça que, ao perceber esses sinais, a rede de apoio ao adolescente deve agir com acolhimento e diálogo aberto, sem julgamentos, buscando oferecer escuta ativa e suporte emocional. “A identificação precoce e o cuidado contínuo são fundamentais para reduzir os riscos e salvar vidas”, conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Faculdade Zarns (Clariens Educação)

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