08/07/2026
Javalis em SC
Os javalis que aterrorizam o território barriga-verde/Foto: Banco de imagens FAESC

Avanço dos javalis desafia o agro e o Meio Ambiente no Brasil

Com estimativa de 3 mil nascimentos de javalis por dia, espécie invasora destrói lavouras e ameaça a sanidade animal no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Bom Dia SC – O avanço descontrolado da população de javalis (Sus scrofa) no Brasil consolidou-se como um dos maiores desafios sanitários, ecológicos e econômicos para o agronegócio e a conservação ambiental. Especialistas estimam que cerca de 3 mil filhotes nasçam diariamente no país, um ritmo de reprodução que supera a capacidade atual das ações de manejo e contenção.

Sem predadores naturais no ecossistema brasileiro, a espécie invasora já colonizou grande parte do território nacional, com maior densidade populacional registrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Prejuízos vão além da destruição de lavouras

Governo do Estado de SC Regulamenta Lei para manejo sustentável dos javalis
Governo do Estado de SC Regulamenta Lei para manejo sustentável dos javalis/Foto: Divulgação/SAR

Os impactos provocados pelas varas de javalis e “javaporcos” afetam severamente a rotina das propriedades rurais. Além de devastar plantações inteiras de milho e soja, os animais revolvem intensamente o solo, assoreiam e comprometem nascentes de água e atacam rebanhos de criação.

Outro ponto crítico é o risco fitossanitário. Por serem vetores de patógenos, a livre circulação desses animais silvestres coloca em risco a sanidade de cadeias produtivas inteiras, como a suinocultura industrial, devido ao potencial de transmissão de doenças graves como a Peste Suína Clássica (PSC).

Javalis chegam a pesar 300 kg

O porte físico do animal agrava consideravelmente o manejo no campo. Machos adultos comumente ultrapassam os 250 kg, com registros extremos que se aproximam dos 300 kg. A força e a agressividade da espécie aumentam o risco de acidentes graves com trabalhadores rurais, animais domésticos e com a fauna nativa.

Embora o Ibama autorize e regulamente o controle populacional da espécie desde 2013, produtores rurais relatam que as burocracias e limitações operacionais têm impedido que as ações de contenção acompanhem a velocidade de multiplicação do rebanho selvagem.

A eficácia do combate à praga depende, atualmente, de uma integração mais ágil entre órgãos de fiscalização ambiental, forças de segurança e as brigadas autorizadas de manejadores privados nas frentes agrícolas.

Fonte: Javali.br

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