Especialista orienta como aproveitar os pratos típicos do frio sem comprometer a saúde
Bom Dia SC – Com a chegada do inverno, pratos mais calóricos voltam ao cardápio. Massas, chocolates, fondues, feijoadas e caldos cremosos passam a fazer parte da rotina de muitas pessoas nos dias frios. Essa mudança no apetite é esperada, mas merece atenção quando o consumo desses alimentos se torna frequente.
Segundo a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila Alho, o frio pode influenciar mecanismos hormonais e comportamentais relacionados ao apetite e à sensação de prazer proporcionada pela alimentação.
“Durante o inverno, é comum que o organismo busque alimentos que forneçam energia de forma rápida e promovam sensação de conforto, além de favorecer uma rotina mais sedentária. Quando esse hábito se torna frequente, cresce o risco de ganho de peso, elevação do colesterol e dos triglicerídeos, descontrole da glicemia, aumento da pressão arterial e, consequentemente, maior probabilidade de desenvolver ou agravar doenças cardiovasculares e metabólicas”, explica a especialista
Quando o frio chega, a fome muda e o gasto energético aumenta
O frio, porém, não explica tudo. O organismo realmente gasta energia para manter a temperatura corporal em ambientes frios. Ainda assim, esse aumento no gasto energético costuma ser pequeno para a maioria das pessoas e não justifica exageros no consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e carboidratos refinados.
A redução da prática de atividade física, o maior tempo em ambientes fechados e a busca pelos chamados comfort foods — alimentos associados à sensação de bem-estar e recompensa emocional — também favorecem escolhas mais calóricas durante a estação.
Outro hábito que costuma mudar no inverno é a hidratação. Como a sensação de sede diminui, muitas pessoas acabam bebendo menos água sem perceber. A baixa ingestão de líquidos pode prejudicar o funcionamento do organismo, favorecer a constipação intestinal, reduzir o desempenho físico e cognitivo e até ser confundida com fome.

Quando esse padrão alimentar se mantém por longos períodos, os impactos podem aparecer. O excesso de alimentos ricos em gorduras, açúcares e carboidratos refinados favorece o ganho de peso e aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, alterações nos níveis de colesterol, triglicerídeos e doenças cardiovasculares.
Isso não significa que seja preciso abrir mão dos pratos típicos da estação. A orientação é consumi-los com equilíbrio e manter uma alimentação variada ao longo da semana.
“Não é preciso abrir mão de uma massa, de um fondue ou de uma feijoada. O importante é que esses alimentos sejam consumidos ocasionalmente e em porções adequadas, dentro de uma alimentação equilibrada. Pequenas escolhas feitas diariamente fazem diferença na prevenção de doenças e na qualidade de vida”, pondera Camila.
Cuidados para manter uma alimentação saudável no inverno
- Dê preferência a sopas e caldos preparados com legumes, verduras e proteínas magras.
- Inclua alimentos ricos em fibras nas refeições para aumentar a saciedade.
- Evite exageros no consumo de frituras, doces e alimentos ultraprocessados.
- Mantenha uma boa ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
- Procure manter a prática de atividade física, mesmo nos dias mais frios.
Pequenas mudanças na rotina já são suficientes para passar o inverno de forma mais saudável. Mais do que restringir alimentos, adotar hábitos de forma contínua reduz o risco de doenças e traz qualidade de vida em qualquer época do ano.
Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo





















