Dia Mundial sem Tabaco (31/05)/Foto: Internet
Dia Mundial sem Tabaco (31/05)/Foto: Internet

Dia Mundial sem Tabaco (31/05)

Dia Mundial sem Tabaco estimula proteção das crianças contra a interferência da indústria

Nesta sexta-feira, 31, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco, uma campanha global criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1987, com o intuito de alertar a população sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. O tema para este ano é “Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco”. O objetivo é assegurar o direito à saúde de crianças, adolescentes, jovens e da população em geral.

Os países têm criado novas leis impondo limites à indústria, restringindo fortemente as suas ações especialmente em relação à publicidade e propaganda das marcas, que atingem profundamente crianças, adolescentes e jovens.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e de dados de uma pesquisa Nacional de Saúde do Escolar feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, a maioria dos fumantes adultos iniciou o consumo de tabaco antes dos 19 anos, e 21% dos alunos matriculados no 9º ano já experimentaram cigarro alguma vez na vida. Tornando o tabaco a segunda droga mais consumida entre os estudantes, e o tabagismo uma doença pediátrica, exigindo medidas de prevenção e proteção desde a infância.

Cigarros eletrônico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF). A decisão veio através da RDC Nº 855 de 23/04/2024 que aprimoraria a sucessora (RDC n.º 46/2009) que já proibia a comercialização, importação e a propaganda de quaisquer DEF no Brasil.

Ao contrário do que muitos pensam, os cigarros eletrônicos não são uma alternativa para aqueles que desejam parar de fumar, eles estão associados ao desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço, esôfago e pâncreas, além de provocar queimaduras e lesões que podem ser severas, causando convulsões, danos cardiovasculares e pulmonares ou, até mesmo, a morte do usuário.

Os DEFs, em sua maioria, além de conter substâncias tóxicas, possuem aditivos com sabor e nicotina, os quais são responsáveis por causar dependência. Os fumantes, por sua vez, acabam trocando o cigarro convencional pelo cigarro eletrônico, ou fazendo uso dos dois ao mesmo tempo.

Com o passar dos anos, evidências científicas vêm demonstrando os danos causados pelo uso dos DEFs. Nesse sentido, é importante destacar também os danos ambientais relacionados ao uso e descarte desses produtos, como a poluição do ar (geração de material particulado transportado pelo ar em ambientes fechados), incêndios e geração de lixo tóxico.

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Dia Mundial sem Tabaco (31/05)/Foto: Internet
Dia Mundial sem Tabaco (31/05)/Foto: Internet

Tabaco e saúde

O tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas, principalmente o cigarro, que é o produto mais consumido no país, é o grande responsável por agravos e doenças como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata. E também é fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, além de estar associado a outras doenças crônicas não transmissíveis.

No ano de 2023 em Santa Catarina, 10.744 pessoas procuraram tratamento para parar de fumar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), destes 8.236 tinham entre 18 e 60 anos, 2.393 de 60 anos ou mais e 115 tinham 18 anos ou menos.

“Se você deseja parar de fumar, procure a Secretaria de Saúde de seu município e informe-se sobre qual unidade de saúde mais próxima de sua residência tem disponível o Programa de Controle do Tabagismo ofertado pelo SUS”, destaca Adriana Elias, enfermeira e coordenadora Estadual de Controle do Tabagismo.

Dessa forma, mais de 10 mil pessoas, que iniciaram tratamento, 42% conseguiram largar o vício. “A maioria dos fumantes fez em média 3 a 4 tentativas até parar definitivamente de fumar. Continuar tentando é fundamental!”, finaliza Adriana.

Fonte: Ascom Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina

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