Adelcio Machado dos Santos
Adelcio Machado dos Santos

DAS CIÊNCIAS DA COGNIÇÃO À CIÊNCIA COGNITIVA – XIII

Antigamente, os psicólogos acreditavam que a atenção era a mesma coisa que a consciência, o fenômeno pelo qual não apenas a pessoa processa ativamente a informação, mas também está consciente disso.

 Agora, entretanto, os psicólogos reconhecem que algum processamento ativo da informação sensorial, da informação evocada e da informação cognitiva prossegue sem o conhecimento consciente.

Para Sternberg (2000) os benefíciosda atenção são particularmente evidentes quando a pessoa se refere aos processos de atenção consciente.

 Algumas informações que atualmente está fora do conhecimento consciente ainda pode ser acessível à consciência ou, no mínimo, aos processos cognitivos.

A informação disponível para o processamento cognitivo, mas que presentemente encontra-se fora do conhecimento consciente, existe no nível pré-consciente do conhecimento. A informação pré-consciente compreende memórias armazenadas que o indivíduo não está utilizando em um dado tempo, mas que pode evocar, quando necessário.

A habituação sustenta o sistema de atenção, mas esse sistema desempenha muitas funções, além de meramente ignorar os estímulos conhecidos e sintonizar os novos.

 As quatro funções principais da atenção são: atenção seletiva; vigilância; sondagem; e atenção dividida (STERNBERG, 2000). Alguns cientistas cognitivos mostram que os modelos heurísticos de atenção existentes podem ser demasiadamente simplistas e mecanicistas para explicar as complexidades da atenção.

Conquanto muitos processos de atenção ocorrerem fora do conhecimento consciente, muitos outros processos estão sujeitos ao controle consciente. O estudo psicológico da atenção tem incluído, entre outros fenômenos, a atenção seletiva, a vigência, a sondagem e a atenção dividida durantes a execução simultânea de múltiplas tarefas.

Em consonância com o magistério de Sternberg (2000,) enquanto a atenção abrange toda a informação que uma pessoa está manipulando, a consciência compreende apenas a variação mais restrita da informação que ela está consciente de manipular.

A atenção possibilita utilizar criteriosamente os recursos cognitivos ativos limitados, para responder rápida e corretamente aos estímulos que interessam e para lembrar a informação importante.

O conhecimento consciente permite monitorar as interações com o ambiente, relacionar as experiências passadas e presentes e, desse modo, perceber um encadeamento contínuo de experiências e controlar e planejar as futuras ações.

De acordo com Frawley (2000) a consciência tem sido bem aceita na ciência cognitiva recente podendo dar a ela uma interpretação computacional direta o que, por sua vez, a torna um objeto autêntico da verificação científica.

As características psíquicas da consciência têm sido persistente e cautelosamente evitadas na literatura científica. São feitas tentativas de evitar até mesmo mencionar a consciência, como se ela não existisse para a psicologia.

Adelcio Machado dos Santos – Pós-Doutor pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Gestão Educacional. Reitor da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp). Advogado (OAB/SC nº 4912), Administrador (CRA/SC nº 21.651) e Jornalista (MTE/SC nº 4155).

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