Produtores de São Lourenço do Oeste iniciaram Assistência Técnica em novembro do ano passado
Produtores de São Lourenço do Oeste iniciaram Assistência Técnica em novembro do ano passado

Senar amplia ATeG apicultura em Santa Catarina

Assistência Técnica e Gerencial já atende produtores nas regiões Sul, Extremo Oeste e Vale do Itajaí. Meta para este ano é formar novas turmas no Norte e Meio Oeste

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) através do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) inicia 2021 com a ampliação da atuação na cadeia produtiva da apicultura. A assistência técnica e gerencial será estendida para produtores das regiões Norte e Meio Oeste, ultrapassando os atuais 150 apicultores atendidos em cinco turmas (duas no Sul e no Extremo Oeste e uma no Vale do Itajaí). O objetivo é acompanhar a produção dos apicultores, auxiliar no trabalho de campo e orientar no gerenciamento das atividades e na gestão dos negócios.

Desde 2016, o ATeG já atendeu mais de 200 produtores em 30 municípios e tem alcançado resultados impactantes para a cadeia produtiva. Neste período, segundo a coordenadora estadual do programa, Paula Araújo Dias Coimbra Nunes, a assistência técnica e gerencial ajudou a aumentar em 35% a produtividade dos apicultores no Estado. Paula destaca que a ampliação do projeto leva em conta a importância da cadeia produtiva catarinense.

A região sul assistida pela ATeG produz, em média, 400 toneladas de mel por ano

“No ano passado iniciamos uma nova turma em São Lourenço do Oeste e neste ano em Pinhalzinho, ambos no Extremo Oeste, região que tem se destacado na produção de mel. Além do Sul e do Vale do Itajaí que mantêm produtividade consagrada, nossa meta é expandir o programa para as demais regiões, especialmente Norte e Meio Oeste. Quanto mais produtores atendermos, maior será o desenvolvimento da cadeia no Estado”, ressalta Paula.

Conforme a coordenadora, o programa auxilia na organização das propriedades e na verticalização da atividade, com acompanhamento técnico mensal, o que dá maior segurança aos produtores e possibilita investimentos mais calculados.

MERCADO

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, destaca que Santa Catarina produz o mel eleito cinco vezes o melhor do mundo, título que orgulha a cadeia produtiva e o setor do agronegócio. No Estado, 17 mil famílias com 300 mil colmeias garantem produção de 7,5 mil toneladas de mel por ano. Todo esse volume abastece o mercado interno e grande parte é exportada, especialmente para os Estados Unidos e para a Alemanha, o que também coloca Santa Catarina como o maior exportador do Brasil.

“O programa ATeG tem grande participação nestes números que mostram a força da apicultura catarinense. Ele qualifica a produção, com acompanhamento direto no campo, melhora os resultados com assistência técnica e gerencial aos apicultores e fortalece o setor com investimentos na base”, sublinha Pedrozo ao destacar que as duas maiores agroindústrias exportadoras de mel são catarinenses: Prodapys, de Araranguá e Minamel, de Içara.

O aumento da produtividade também é enaltecido pelo superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi. Ele cita que a melhora em 35% nos resultados certifica a importância da assistência técnica e impõe maior responsabilidade. “Temos uma atividade em ascensão e um produto muito bem valorizado que é destaque no mundo todo. Nossa contribuição é assegurarmos a assistência a mais produtores e continuarmos fortalecendo a cadeia produtiva, mantendo-a qualificada e competitiva”.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

Os prestadores de serviço da ATeG Apicultura, Mardiori Souza, José Carlos Firpo e Ricardo Scasso, detalham que a assistência técnica e gerencial nas propriedades acompanha os apicultores em todos as etapas de produção, desde atividades de campo até processos gerenciais. Durante dois anos, os técnicos fazem visitas mensais aos produtores e controlam de perto a evolução da atividade. O trabalho tem transformado os manejos, através de orientações sobre controle da nutrição, sanidade, genética, manejo dos espaços, controle populacional e análise de gestão.

A zootecnista Mardiori Souza iniciou em novembro do ano passado o acompanhamento da primeira turma na região de São Lourenço do Oeste, com 30 produtores do município, além de Novo Horizonte e Jupiá. O maior desafio, segundo a técnica, está na gestão da atividade, com controle detalhado de custos, produtividade e renda, além de manejos. “Estamos começando do zero todos os processos de controle e gerenciamento da produção, com objetivo de padronizá-la e ampliá-la ao longo do programa. A maioria é formada por pequenos produtores que agora terão assistência do Senar para melhorar seus controles produtivos e seus resultados”, detalha Mardiori.

O técnico Ricardo Scasso, que atende produtores do Sul do Estado, destaca que a safra de 2020 registrou 50% de aumento na produção, uma colheita atípica impulsionada pelo favorecimento climático. Neste ano, porém, a natureza não está sendo tão colaborativa, o que reduzirá a quantidade de mel colhida na região. “No ano passado, com a alta produtividade, os preços do quilo de mel variaram entre R$ 5,50 e R$ 8,50. Neste ano, quase dobraram e giram entre R$ 12,50 e R$ 15,50. Por conta disso, mesmo com produtividade menor em 2021, será possível assegurar boa rentabilidade”, detalha o técnico ao afirmar que a manutenção da qualidade das colmeias está diferenciando o trabalho dos produtores neste ano.

A região Sul assistida pela ATeG produz, em média, 400 toneladas de mel por ano. São 30 pequenos, médios e grandes produtores atendidos, oito deles tendo a apicultura como única atividade. “No grupo, nós tivemos aumento no número de colmeias, além do crescimento na produção de mel que representa 24% acima da média da região sul. Os apicultores estão vendo resultado e investindo mais”, sublinha Scasso.

Na região do Vale do Itajaí, os 28 apicultores de sete municípios atendidos pela ATeG produzem anualmente 55 toneladas de mel. Neste ano, segundo o técnico José Carlos Firpo, a produção está sendo prejudicada pelo clima que interferiu no sistema floral. “Depois de um ano de excelente floração, que favoreceu a produção de mel, houve uma mudança climática que prejudicou a produtividade e os produtores não conseguiram colher em dezembro, janeiro e fevereiro por falta de néctar. Primeiro a estiagem prolongada e depois as chuvas intensas impediram a floração e deixaram as colmeias sem néctar e mel. A esperança agora é que possamos recuperar a produção em março, com a floração dos eucaliptos, e com incremento de melhores controles produtivos, resultados do programa ATeG”, explica Firpo.

Fonte: MB Comunicação

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