José Zeferino Pedrozo - Presidente FAESC e Senar /Foto: Assessoria de Imprensa
José Zeferino Pedrozo - Presidente FAESC e Senar /Foto: Assessoria de Imprensa

Novos horizontes para a bovinocultura

Tem havido um esforço muito intenso de aperfeiçoamento da cadeia produtiva da bovinocultura catarinense

Nos últimos anos tem havido um esforço muito intenso de aperfeiçoamento da cadeia produtiva da bovinocultura catarinense para ampliar a produção de carne e de leite. No setor lácteo já somos a quarta maior bacia leiteira do País e a prioridade, agora, é elevar a qualidade. No setor cárneo, somos deficitários e importamos metade daquilo que a população catarinense consume de carne bovina.

Para atender a essas duas frentes, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) – com apoio do Sebrae, da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) – desenvolve há três anos o Programa de Assistência Técnica e Gerencial. Desde 2016, quando foi implantado em território barriga-verde, o programa atendeu – nas cadeias produtivas da bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, ovinocultura de corte, apicultura, piscicultura, maricultura e olericultura – 5.426 produtores rurais organizados em 196 turmas. Uma das ações – destinada a melhoria genética dos rebanhos e ao aumento da produtividade – foi a inseminação artificial de 65.000 matrizes bovinas com protocolo IATF (inseminação em tempo fixo), durante a vigência do programa.

O programa representa um avanço na capacitação dos produtores rurais, preparando-os para a condução das atividades com uma visão empresarial e o emprego de avançadas técnicas de gestão e controle. O primeiro passo é o diagnóstico da propriedade e a elaboração do planejamento estratégico. Com base nisso inicia-se o plano de ação para melhorar a produção, a renda e a qualidade de vida dos produtores.

Os expressivos resultados obtidos estimularam a ampliação do programa que receberá investimentos da ordem de 22 milhões de reais para a capacitação de mais 5.000 produtores catarinenses nos próximos três anos. Esses recursos adicionais serão aportados pelo Senar nacional (R$ 11 milhões) e pelo Senar de Santa Catarina (mais R$ 11 milhões).

Paralelamente à ampliação dos investimentos em qualificação de alto nível, foi adotada uma estratégia de natureza mercadológica com o lançamento da marca coletiva de carnes do Estado de Santa Catarina. O projeto foi concebido como uma estratégia de diferenciação do produto catarinense, ou seja, busca agregar valor à carne aqui produzida. É uma demonstração de pioneirismo no desenvolvimento completo da cadeia produtiva da carne. Procura associar a carne bovina catarinense à preservação ambiental, à segurança de alimentos e à qualidade do produto. Simultaneamente, incentiva o consumo de carne bovina dentro e fora do Estado.

A marca coletiva já tem nome: “Purpurata – carne catarinense certificada” em homenagem a Laélia purpurata, a flor-símbolo de Santa Catarina. Para implementar esse sistema, a Faesc fará a certificação de propriedades, habilitação de frigoríficos, desenvolvimento do sistema de identificação de produto, habilitação de varejistas e estratégias de marketing dentro e fora do território barriga-verde. Esse é um projeto do setor pecuário voltado ao produtor rural e à cadeia produtiva, mas quem ganhará é a sociedade catarinense.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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