Bolsa confeccionada pelo Museu da banana com fibra de bananeira por alunos de projeto cultural, integrou o desfile da marca Celeste em Colab com a Pacoa no evento Brazilian Sustainable Fashion in Milan.
Bom Dia SC – O artesanato, a moda circular e a economia criativa de Santa Catarina alcançaram um marco histórico no cenário internacional. Uma das bolsas confeccionadas em Corupá pelo projeto “Museu da Banana: valorização da bananicultura além do campo” e por integrantes do Coletivo Fibra Flor foi selecionada e cruzou a passarela do prestigiado evento Brazilian Sustainable Fashion in Milan, realizado no Chiostri di San Barnaba, durante a Semana de Moda de Milão.
A peça foi fruto de uma parceria estratégica com a Pacoa (marca catarinense de calçados sustentáveis) e compôs o desfile da coleção Néctar, da marca de moda praia autoral Celeste — uma das dez marcas brasileiras selecionadas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira (Texbrasil), com o apoio da Associação Brasileira da Moda Sustentável (Abrimos).
Feita a Várias Mãos: O Caminho da Fibra ao Design
Muito mais do que um acessório de moda, a bolsa levada a Milão carrega a história de uma construção coletiva. Ela nasceu durante as aulas do projeto, unindo professores, mestres artesãos, mulheres e alunos da rede pública em um processo comunitário e intergeracional.
O ciclo de criação teve início nas oficinas de extração da fibra a partir do pseudocaule da bananeira — material tradicionalmente tratado como descarte na bananicultura. Em seguida, o grupo dominou as técnicas de secagem e trançado artesanal, consolidando os saberes tradicionais da região. A peça traz uma curiosidade: até mesmo as alças da bolsa têm segmentos da fibra, demonstrando a versatilidade do material.
Com assinatura da designer de moda e artesã Fabiana Bertoldi, destaca a emoção de ver o trabalho coletivo ganhar o mundo:
“Ver uma peça construída a tantas mãos por artesãs e alunos de Corupá desfilar em Milão foi um momento histórico. Essa bolsa sintetiza a essência do nosso projeto: transformar o resíduo agrícola em alta moda, valorizar os saberes tradicionais e a prova que a economia circular e criativa do Brasil tem sofisticação e propósito para ocupar a passarela internacional.”

Valorização do Patrimônio Imaterial e Economia Circular
A participação de Corupá no desfile em Milão reafirma o papel do ecossistema cultural do Museu da Banana e do Coletivo Fibra Flor no fortalecimento da identidade local e da economia circular.
Roseli Siewert, presidente do Instituto Catarina Brasilis — mantenedor do Museu da Banana —, celebra o feito:
“Apresentar o trabalho do Museu da Banana em Milão é a celebração de uma jornada dedicada à nossa história e às nossas pessoas. Ver a fibra que nasce na bananicultura de Corupá ocupar uma passarela internacional, honra o trabalho de gerações de agricultores e artesãos, provando que a nossa identidade cultural é fonte inesgotável de orgulho, inovação e desenvolvimento sustentável.”
Ficha técnica e realiação
O projeto “Museu da Banana: valorização da bananicultura além do campo” – Pronac nº 2414170, é aprovado pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura. Realização do Instituto Catarina Brasilis. Apoio da Escola Estadual Teresa Ramos, Prefeitura Municipal de Corupá e Secretaria de Turismo de Santa Catarina. Patrocínio Máster: Supermercado Mees. Patrocínio: BRDE, Buschle & Lepper, DR Aromas & Ingredientes, Eletropoll e Lunelli.
Fonte: Assessoria de Imprensa Museu da Banana





















