R3 Animal devolve mais de 20 pinguins recuperados ao mar em Florianópolis
Bom Dia SC – Um grupo de 26 pinguins-de-Magalhães foi devolvido ao mar na Praia do Moçambique, em Florianópolis, marcando a última etapa do processo de reabilitação conduzido pela Associação R3 Animal, executora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital catarinense. O retorno à natureza aconteceu no dia 9 de setembro.
Esse é o grupo mais numeroso de pinguins a ser solto pelo PMP-BS/R3 Animal na atual temporada. Após o retorno ao mar, a expectativa é que os animais sigam as correntes marítimas e retomarão sua rota migratória em direção à Patagônia Argentina e Chilena, onde estão suas colônias reprodutivas.
Até chegar a esse momento, o processo foi desafiador: os pinguins encalharam em diversas praias de Santa Catarina nos últimos meses, com sinais de fraqueza e hipotermia. Todos eram indivíduos jovens, o que indica que eram inexperientes e se perderam do bando durante o período de migração, que acontece anualmente nos meses de outono e inverno.
O resgate foi realizado pela Associação R3 Animal e demais instituições responsáveis pelo PMP-BS em outros trechos do estado. No centro de reabilitação de animais marinhos da R3 Animal, os pinguins ficaram por cerca de dois meses recebendo tratamento veterinário, até estarem aptos a voltar ao mar.
Neste ano, Florianópolis já registra 6.272 pinguins encalhados nas praias, entre animais vivos e mortos, segundo balanço do PMP-BS/R3 Animal. O levantamento considera o período entre 19 de maio, quando foi registrado o primeiro encalhe, e 22 de setembro. Do total, apenas 264 pinguins foram encontrados com vida no momento do resgate.
No ano passado, 2.458 pinguins haviam sido registrados no mesmo período em Florianópolis.

Temporada de pinguins 2026: o recorde dos últimos anos
O total de encalhes deste ano é o maior registrado na capital catarinense desde o início do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), em 2018. O aumento nos registros pode estar relacionado a diferentes fatores e não deve ser atribuído a uma única causa, explica André Barreto, coordenador do PMP-BS no estado de Santa Catarina.
“Os números deste ano chamam a atenção por estar acima do que vínhamos registrando em anos anteriores e reforça a importância de mantermos um monitoramento contínuo ao longo do litoral”, analisa Barreto. O monitoramento do litoral catarinense é realizado diariamente pelas equipes do projeto, em busca de animais marinhos mortos ou debilitados.
“A série de dados gerada pelo PMP-BS, associada às informações dos animais encontrados e das necropsias, deve permitir identificar mudanças nos padrões de encalhes e tentar encontrar quais fatores, sejam ambientais ou humanos, podem ter contribuído para esse aumento. Essas informações contribuem tanto para a compreensão da espécie quanto para as condições do ambiente marinho”, adiciona Barreto.
Os pinguins registrados mortos são recolhidos e, a depender das condições da carcaça, são encaminhados para a necropsia para investigar as causas da morte. Já os animais vivos são encaminhados ao Centro de Reabilitação da R3 Animal, onde recebem os cuidados necessários até o retorno à natureza. Até o fim do ano, a expectativa é que mais grupos de pinguins sejam reabilitados e soltos pela associação.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.
Fonte: Assessoria de Imprensa R3 Animal





















